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Crítica: 'Sonho Por Justiça' (Murderers Among Us, 1989); um bom cult sobre o terror do nazismo

"Sonho Por Justiça" tem cenas pesadíssimas que mostram o pesadelo que foi o nazismo...

Imagens: Reprodução/Divulgação (HBO)

Dirigido por Brian Gibson, e estrelado pelo lendário ator de filmes cult norte-americano, Ben Kingsley; "Sonho Por Justiça — A História de Simon Wiesenthal" (Murderers Among Us, 1989) é um filme marcante, chocante e que retrata como poucos filmes biográficos do tipo, um relato tão interessante sobre o nazismo, especialmente da ótica de um sobrevivente judeu do holocausto num dos principais campos de concentração, na Alemanha.

O filme foi inspirado diretamente no livro que o originou, contando a história de Simon Wiesenthal — e não confundam com o homônimo "Os Assassinos Estão Entre Nós", um clássico do cinema sobre a segunda guerra mundial (o título é uma alusão direta ao grande clássico de suspense alemão, de Fritz Lang, "M").

UM OLHAR QUE FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS:
O olhar estonteante e quase que atordoado com a maldade humana que encontra-se estampado na arte de capa deste filme é um acerto e tanto. Com algo tão subliminar, consegue-se transmitir o pavor, o medo, o desespero dos campos de concentração... e a injustiça.

A escolha de Kingsley para o papel de Wiesenthal (e com bênção do próprio judeu sobrevivente) estabelece a marca e o tom do filme. E muito disto vem do olhar do ator. Em todo o filme, este olhar que carrega um misto de angústia e incredulidade com os limites da maldade do ser humano por olhos que viram demais, persegue-se o protagonista do começo ao fim.

UM FILME DIVIDIDO EM DUAS PARTES DISTINTAS:
O filme tem a extenuante duração de 2h30min., e é dividido em duas partes iguais. A primeira parte é a que faz o filme valer a pena — pelos horrores da guerra transplantados, e por tudo aquilo que o filme traz de mais impressionante, e todos aqueles relatos mais sinistros e macabros dos súditos de alta patentes das S.S. de Adolf Hitler cometendo as suas atrocidades.

Mas a segunda parte — esta, já um pouco mais monótona e bem mais política, e com uma proposta bastante diferente (até pode parecer outro filme [talvez não agrade a todos]); mas esta é parte que simplesmente justifica a luta de Simon até o fim por justiça, — e com ela temos toda uma lição de vida, sobre os reais perigos do (aparentemente inofensivo) negacionismo, e como a justiça dos homens é falha.

UMA VISÃO BEM MOCINHA DOS NORTE-AMERICANOS NA 2A GUERRA:
Dirigido por Brian Gibson, e estrelado pelo lendário ator de filmes cult norte-americano, Ben Kingsley; "Sonho Por Justiça — A História de Simon Wiesenthal" (Murderers Among Us1989) é um filme marcante, chocante e que retrata como poucos filmes biográficos do tipo, um relato tão interessante sobre o nazismo, especialmente da ótica de um sobrevivente judeu do holocausto num dos principais campos de concentração, na Alemanha.

O filme foi inspirado diretamente no livro que o originou, contando a história de Simon Wiesenthal — e não confundam com o homônimo "Os Assassinos Estão Entre Nós", um clássico do cinema sobre a segunda guerra mundial (o título é uma alusão direta ao grande clássico de suspense alemão, de Fritz Lang, "M").

UM OLHAR QUE FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS:
O olhar estonteante e quase que atordoado com a maldade humana que encontra-se estampado na arte de capa deste filme é um acerto e tanto. Com algo tão subliminar, consegue-se transmitir o pavor, o medo, o desespero dos campos de concentração... e a injustiça.

A escolha de Kingsley para o papel de Wiesenthal (e com bênção do próprio sobrevivente) dá a marca e o tom do filme. E muito disto vem do olhar do ator. Em todo o filme, este olhar que carrega um misto de angústia e incredulidade com os limites da maldade do ser humano por olhos que viram demais, persegue-se o protagonista do começo ao fim.

UM FILME DIVIDIDO EM DUAS PARTES DISTINTAS:
O filme tem a extenuante duração de 2h30min., e é dividido em duas partes iguais. A primeira parte é a que faz o filme valer a pena — pelos horrores da guerra transplantados, e por tudo aquilo que o filme traz de mais impressionante, e todos aqueles relatos mais sinistros e macabros dos súditos de alta patentes das S.S. de Adolf Hitler cometendo as suas atrocidades.

Mas a segunda parte — esta, já um pouco mais monótona e bem mais política, e com uma proposta bastante diferente (até pode parecer outro filme [talvez não agrade a todos]); mas esta é parte que simplesmente justifica a luta de Simon até o fim por justiça, — e com ela temos toda uma lição de vida, sobre os reais perigos do (aparentemente inofensivo) negacionismo, e como a justiça dos homens é falha.

UMA VISÃO BEM MOCINHA DOS NORTE-AMERICANOS NA 2A GUERRA:
Com certeza, o filme tem uma visão (como boa produção estadunidense) de bom mocismo dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). É preciso uma certa atenção neste aspecto.

UM FILME DOCUMENTAL E RECOMENDADO:
É um bom filme. A primeira parte é bem mais interessante, mas a segunda dá grandiloquência e aprofunda o drama, violência, ação e extremidades desumanas presentes na primeira parte.

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