CONTEXTUALIZAÇÃO DO ÁLBUM EM SUA ÉPOCA DE LANÇAMENTO:
No âmago da pseudo-revolução tecnológica da metade dos anos 1990, a visão futurista do mundo — com o implemento da ainda bebê Internet; o famoso músico britânico Billy Idol "antevia" este movimento dos Hackers e toda a sua temática para lançar o excelente/amado/odiado álbum "Cyberpunk" — que como o próprio nome já diz, tem uma pegada industrial, e que veio a calhar em sua reinvenção, como quinto álbum de sua carreira.
Esta foi uma temática popular na época. O cinema, os livros, as músicas, os jogos, todos abordando as temáticas de distopia — que são aqueles assuntos correlatos ao Armaggedon, ao fim do mundo, à hecatombe social e do mundo com o conhecemos. Mas por quê?
Na minha modesta e humilde opinião, para além do ser humano sempre ter tido aquele pessimismo sobre a vida (pelo fato de que todos perecerão organicamente algum dia, a rigor), entram questões sociopolíticas e socioeconômicas.
O mundo em 1990 via-se em declínios inéditos e guerras novas, já havia muito motivo para ver o negativismo no mundo. Fora as velhas desigualdades globais — jamais superadas, e numa crescente, aliás. A distopia sempre foi necessária, como fuga da realidade.
O negativismo cultural sempre esteve aí, e para mim, é nele onde melhor encontram-se as margens para boas composições e explorações artísticas. Enfim. Adiante.
No fim dos anos 1970, o eletrônico ganhava alguma força — mas, é claro, alguns grupos pioneiros e antológicos como Kraftwerk e Tangerine Dream já criavam experimentações sonoras originais e exclusivas muito antes disto, mas a popularização e acessibilidade de teclados musicais com o advento do MIDI (por exemplo) só viriam nos 1980, — mas ainda com uma certo alto valor, tendo sido adotado mais generalizadamente ainda, apenas em meados de 1990.
Nos anos 1980, no entanto, já surgiam álbuns e singles que usavam e abusavam do MIDI — então, esta sacada do Billy Idol neste álbum, em específico, não é completamente nova ou original; — mas sem sombra de dúvidas, agregou e muito ao cenário dos anos '90. Trouxe grandes músicas (e diferentes), e enriqueceu o cardápio de hits da saudosa MTV norte-americana.
O ÓTIMO ÁLBUM "CYBERPUNK" E A SUA EXPLORAÇÃO SONORA:
Eu conheci este álbum ano passado, e desde então eu pensei em analisá-lo numa crítica. Eu conheci completamente por acaso, e não pudi deixar de reparar o quão diferente ele era — de tudo aquilo (bem mais genérico) que Idol produziu em seus anos/décadas anteriores.
Eu considero o melhor álbum do Billy Idol. Por quê? Porque — no meu entender, simples e claro; ele esteve mais livre, menos categórico em trazer um Rock — que o fez tão conhecido, partindo para elucubrações musicais e sonoras (justamente estas que fazem dele um álbum contraditório e debatido), e com ele, Billy — pelo menos para mim, ampliou mais
Convenhamos, o mundo musical é mais do que o maravilhoso Rock tem para oferecer. E Billy Idol é bem mais do que "Eyes Without a Face", "Dancing With Myself", ou mesmo "Rebel Yell" — bons sons, mas que caíram num certo gueto, que faz deles até enjoativos. Exemplificações extremas do quão sintético pode ser um artista neste gênero, com suas baladinhas que costeiam o Pop bobo feito para o rádio genérico (e toda a sua mediocridade [que me desculpem]). A música tem fronteiras mais profundas, além disto.
O próprio Billy Idol já havia explorado muito bem coisas distintas num Rock que foram simplesmente EXCELENTES — em suas composições de álbuns anteriores; como a canção épica "Flash for Fantasia" do álbum "Rebel Yell", de 1983. É um exemplo.
Então basta se dizer: este lado criativo e diferenciado do Idol sempre esteve lá, — ele só precisava ser lapidado e liberado; e no "Cyberpunk" ele obteve a sua razão verossímil para quebrar todas estas amarras finais e parte com tudo para um novo horizonte inexplorado — do som mais "New Age", de melodias mais aprofundadas e com menos barreiras e restrições de gêneros.
E, auxiliando-se ao máximo em tudo e por tudo, Idol criou com o que havia de mais moderno da sonorização digital na época de 1993 (e não para menos, o álbum [como se vira comumente na carreira dele] foi lançado sob a portentosa Universal Music Group]), e esta mistura não poderia ter resultados mais interessantes e autênticos.
Tenho para mim esta visão este álbum.
E roubando a opinião do velho compositor Ryuichi Sakamoto — vejam meu post falando sobre este grande artista japonês: Eu não me guio por nenhum tipo de música, me guio pela música em si, e (essencialmente) pelo que é bom de se ouvir. Vocês concordam?
A MTV E O CONTEXTO CULTURAL DE FUTURISMO RIQUÍSSIMO DOS 1990:
Eu nasci em 1993. Poder ter vindo ao mundo neste ano — em específico (e nesta década), é para mim, um privilégio incomensurável. E atribuo a isto, em grande parte, muitos dos filmes e músicas que foram lançados naquele ano — e naquela época, em geral, se eu tivesse nascido em 1992 ou 1994, ainda assim poderia citar ótimos exemplos, a época que foi o grande barato.
A visão futurista dos anos 1990 foram algo incomparável com qualquer outra época que se queira olhar. No cinema tínhamos grandes filmes que usavam de computação gráfica (mas só na medida certa), em sintonia fina com efeitos práticos — como "O Vingador do Futuro" (1990), "Darkman - A Vingança Sem Rosto" (1990), "O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final" (1991), "O Demolidor" (1993), e mais tarde naquela década, o épico "Matrix" (1999) — e o que não faltam são exemplos. Foi uma época mágica para as produções artísticas, e na música não poderia ser diferente.
*Um outro bom e clássico exemplo (de filme mais pesado) é "Hardware: O Destruidor do Futuro" (1990) — um dos melhores filmes com a vibe extremamente caótica e absurda de Distopia + Rock Industrial; nele há uma rápida pontinha do músico Lemmy Kilmister. (ainda abordarei este filme aqui no site).
Com o auxílio da fonte de criatividade que era a MTV, — estreada apenas 12 anos antes deste álbum, em 1981, muita coisa boa se produziu. E como o caso deste álbum, mais discreto (quase um lado B), — mas que nem por isso tinham sua qualidade nivelada por baixo.
E ainda nesta época, fervilhava criatividade no Rock com o auge de grandes bandas (entendamos o gênero como um todo) como o Alice in Chains, dentre outros. E este tipo música viva o seu bom momento e tinha o seu espaço e lucro garantidos, enquanto esta emissora existisse — e fosse o que fosse (é claro).
*Em abril de 1997, a banda Depeche Mode lançava o "Ultra". Um dos álbuns mais pesados (e com temática quase que "eletrô-gótica [muito interessante]). Foi um grande feito e um marco na indústria, na época. Através de uma crise existencial — ao qual o grupo enfrentava na data, criou-se umas de seus melhores e mais cativantes álbuns, com faixas que iam do Rock Industrial, eletrônico, Pop e batiam na trave de um Trip Hop — em alta na segunda metade dos 1990. Ouçam a música "Barrel of a Gun" do Depeche Mode.
E esta "guerrinha" que se teve entre Punk, Grunge, Heavy Metal, Hard Rock, Doom Metal e seja lá o que diabos for, foi boa para quem buscava coisa pesada, letras criativas e guitarras barulhentas com bons riffs. Só foi bom para quem consumia este tipo de conteúdo. O problema só surgiu quando este modelo de mercado ficou para trás, com o surgimento de um Pop mais melequento e com a morte por inanição da MTV e o seu formato, no começo dos anos 2000 e adiante.
*Em 1999, a banda (outrora) de Thrash/Heavy Metal, Megadeth, lançou o álbum "Risk". O disco também surfou na onda do "Bug do Milênio" e na fase do Metal Industrial e também foi um alvoroço entre os fãs mais antigos — com os seus riffs de guitarra amparados por batidas eletrônicas e refrões-chiclete. O álbum teve seu single como tema do filme "Soldado Universal - O Retorno", estrelado por Jean-Claude Van Damme e lançado naquele mesmo ano. Eu considero um álbum interessante para se analisar. Um dia falo dele aqui no site. Ouçam a música "Insomnia" do Megadeth.
Há de se falar também, sem sombra dúvidas, da potência que acontecia no que se resultava da junção da indústria fonográfica com a indústria cinematográfica: filmes como (o citado acima) "O Exterminador do Futuro II" com sua trilha sonora Rock N'Roll e Guns N'Roses emplacando o chiclete "You Could Be Mine" e no ano do "Cyberpunk", — lançado apenas 1 mês depois deste álbum, e, claro, um exemplo interessante com o filme (também controverso na carreira de um dos grandes ícones da geração Arnold Schwarzenegger) e com ÉPICAS trilhas sonoras originais: "O Último Grande Herói", em julho de 1993, nos EUA, que teve hits de Alice in Chains, Megadeth, AC/DC (tema para outro post próximo), todos com clipes na MTV.
E é neste ambiente que nasce o "Cyberpunk de Billy Idol. Um ambiente onde o tema futurista e (é bom lembrar de filmes como "O Passageiro do Futuro" e "Timecop" também). Isto estava bastante em roga com o advento recém-criado e implementado da Internet (nos EUA e Japão à principio), a criação de computadores mais modernos, o surgimento do Windows, dentre outras coisas. Digamos que com isto também surgiu o medo do futuro, nas entrelinhas, oculto. E vemos hoje claramente: os benefícios da Internet, nítidos, mas patentes também, os seus males e consequências negativas.
Bom. Explicados o contexto, os apelos e as inclinações culturais da época do lançamento deste disco, parto agora para as críticas.
CRÍTICA DE FAIXAS E MÚSICAS DO ÁLBUM "CYBERPUNK":
FAIXA 1 — "INTRO": Esta é a faixa introdutória oe álbum. Um mera faixa de abertura com narração e sem música alguma (ainda), apenas efeitos sonoros de fundo. E os digo: 1 min. acertadíssimo. Mais abaixo explico, na crítica.
LETRA DE NARRAÇÃO TRADUZIDA (E ADAPTADA):“O futuro implodiu no presenteSem guerra nuclear, os novos campos de batalha são as mentes e as almas das pessoasAs megacorporações são os novos governos Osdomínios de informação gerados por computador são as novas fronteirasEmbora haja uma vida melhor através da ciência e da químicaEstamos todos nos tornando robôs escravosO computador é a nova ferramenta legalEmbora digamos: "Toda informação deveria ser gratuita", não é.A informação é o poder e a moeda do mundo virtual que habitamos.Portanto, devemos confiar na autoridadeOs ciberpunks são os verdadeiros rebeldesA cibercultura está sofrendo o radarUma sociedade comum, uma aliança profana com o mundo da tecnologia e o mundo da dissidência organizadaBem-vindo à Cyber Corporation, Cyberpunks”
CRÍTICA: Na abertura, Billy Idol nos apresenta a ambientação que pretende trazer com o disco, — a visão do futuro — e como é de praxe, uma distopia, o futuro desgraçado. A faixa já oferece de antemão um vislumbre e um "tira-gostozinho" do que será o álbum mais odiado dentre a fan-base tradicional e "testorônica" do male-alfa do Idol. Muito bom.
FAIXA 2 — "WASTELAND": "Terra Devastada" [trad.livre] é a segunda faixa deste álbum. A faixa ganhou videoclipe, - mas que apresenta-se como apenas um registro simples do Idol e banda tocando ao vivo, em preto e branco.
LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:[Rumando no deserto, rumando no deserto]-[Sem religião] Sem religião. Sem religião alguma.[Sem religião] Sem religião. Sem religião alguma.Sem religião. Sem religião alguma.[Sem religião] Sem religião. Sem religião alguma.[Sem religião] [Sem religião alguma] [Sem religião]-Um homem-emissário entre pagãos.Não veem um moderno primitivo?Eu voltei. Eu encontrarei... terei a minha religião:[Sem religião alguma] Sem religião alguma!-Estou numa terra devastada,entrando de cabeça cabeça, cara.Estou numa terra devastada.[Sem religião alguma] Sem religião alguma.-Estou numa terra devastada,entrando de cabeça cabeça, cara.Estou numa terra devastada.[Sem religião] Sem religião,[Sem religião alguma] Sem religião alguma.-Há um homem precisando de ressurreição.[Sem religião]Não veem um moderno primitivo?[Sem religião]Mas sou um homem, preciso de amor e liberdade.[Sem religião]Ainda quando, havia liberdade alguma.-Estou numa terra devastada,entrando de cabeça cabeça, cara.Estou numa terra devastada.[Sem religião alguma] Sem religião alguma.-Estou numa terra devastada,entrando de cabeça cabeça, cara.Estou numa terra devastada.[Sem religião] Sem religião,[Sem religião alguma] Sem religião alguma.-[Sem religião][Sem religião alguma][Sem religião][Sem religião alguma]-Na terra da realidade virtual,A diversão do futuro,Diga-me o que fazer.Na lei da realidade virtual, crime informático.Tão sublime.-Uma cena de fantasia, na minha máquina,Dê-me o segredo da vida.Deixe-me saber, é, o que sou,E você sabe que eu podia conseguir-lhe....-...Numa terra devastada,entrando de cabeça cabeça, cara.Estou numa terra devastada.[Sem religião alguma] Sem religião alguma.-Estou numa terra devastada,entrando de cabeça cabeça, cara.Estou numa terra devastada.[Sem religião] Sem religião,[Sem religião alguma] Sem religião alguma.-Estou numa terra devastada,entrando de cabeça cabeça, cara.Estou numa terra devastada.[Sem religião] Sem religião,[Sem religião alguma] Sem religião alguma.-Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião][Sem religião; sem religião alguma...] (x5)
CRÍTICA: A música de abertura deste álbum traz um beat bem maneiro. embora ameno e repetitivamente marcado. A composição de notas é bem sucinta, mas cria uma aumento empolgante nos refrões. A organização deste som como 2o na tracklist foi um acerto. É digno desta posição. Traz uma batida digital, com solos de guitarra com overdrive e que crescem num riff mais pesado, cheio de harmônicos. A letra é bem repetitiva, em crítica à religião. Um ótimo som.
Lembra uma vibe industrial, no melhor estilo de ótimos grupos como Nine Inch Nails e Depeche Mode.
NOTA DE AVALIAÇÃO: 7,9/10
FAIXA 3 — "INTERLUDE": "Interlúdio" [trad.livre] é a terceira faixa deste álbum.
CRÍTICA: Um conglomerado caótico de sons, com vozes distintas e efeitos sonoros. Sem muito o que dizer ou pontuar. Serve bem como uma pausa — como o próprio nome já diz; e prepara para um dos principais hits do álbum, que está à seguir.
FAIXA 4 — "A SHOCK TO THE SYSTEM": "Um Choque no Sistema" [trad.livre] é a quarta faixa deste álbum. Lançado em single e com videoclipe. O hit foi um dos principais destaques e apostas do artista e da gravadora, mas errado, no meu entender.
LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:Oh, sim!Era uma noite, oh que noite.Los Angeles brilhando em chamas. Oh, que noite.Eu digo, vamo lá!Isso faz meu mundo paralisarAh, motim, estupro, raça e revolução, oh, simSegure essa, e meu mundo continua ardenteOh, eu digo simBem, você pode sacudir esta terra, neném, yowNós curtimos o choque no sistemaVocê está bem, estamos bemNós curtimos o choque no sistemaEu digo sim, não é legal?Era uma noiteUma noite infernal, em Los Angeles, e realmente foiOh, que desordemEu disse sim, vamosIsso faz minha vida ser realSinta a corrupção da polícia e da sociedade, oh, simExiste algum homem que poderia ser reiE o mundo ainda existiriaOh, eu digo simVocê pode sacudir esta terra, nenémNós curtimos o choque no sistemaVocê está bem, estamos bemNós curtimos o choque no sistemaEu disse sim, pense, nenémChoque no sistemaVocê está bem, estamos bemChoque no sistemaEu digo sim, eu digo sim, eu digo simVamos nenémSim, bem você pode sacudir esta terra, neném, owNós curtimos o choque do sistemaVocê está bem, estamos bemNós curtimos o choque do sistemaEu digo sim, não é legal?Choque no sistemaVocê está bem, estamos bemNós curtimos o choque no sistemaEu digo simEu digo simEu digo sim, vamos, nenémChoque no, choque noChoque no sistemaPreciso mais alto!Choque no, choque noChoque no sistemaSim, eu tenho queChoque no, choque noChoque no sistemaSim, eu precisoChoque no, choque noChoque no sistemaVocê poderia ser reiOu eu poderia ser reiYeah, bemVocê poderia ser reiOu eu poderia ser reiBem, eu precisoVocê poderia ser reiDiga mais altoO mundo ainda ardeVocê poderia ser reiEu poderia ser reiYeah, bemVocê poderia ser reiDiga mais altoEu poderia ser reiVocê poderia ser reiDiga mais altoO mundo ainda arde
CRÍTICA: Um hit e um riff que ficam bons num soundsystem de qualidade, com graves e altas bem definidos, — mas que infelizmente não quer dizer muito. Não é um som tão digno de destaque assim, na minha opinião. Talvez eu não goste desse som por ser tão up-beat para um álbum de temática tão pesada e até melancólica, mais parece uma faixa deslocada que merecia apenas um fundo de álbum.
NOTA DE AVALIAÇÃO: 6,1/10
FAIXA 5 — "TOMORROW PEOPLE": "Povo do Amanhã" [trad.livre] é a quinta faixa deste álbum.
LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:Uma cena de distorção do tempoUma história de ficção científicaUm amor sujoEi, esperança de glóriaEu gosto de lutar,eu mato a opressão globalSe eu desistir, não há esperança de redençãoOlhos azuis chorando na chuvaPor quanto tempoAmanhã genteEu rio amanhã emboraPor quanto tempoAmanhã genteAmanhã genteBem, você sabe que estou livre na chegadaDeixado para trás meu amor, pela culpa da sobrevivênciaEu não sei para onde estou correndoEu perdi meu amor, perdi meu controle,perdi meu paraíso tambémOlhos azuis chorando na chuvaPor quanto tempoAmanhã genteEu rio, amanhã se foiPor quanto tempoAmanhã genteOlhos azuis chorando na chuvaPor quanto tempoAmanhã genteeu rio amanhã se foiPor quanto tempo, logo vemAmanhã genteAmanhã genteYah, vamos lá altoAgora minha vida está realmente mal gastaEu disseque estou aqui para te dizer, para te dizerQue não vou me arrependerTerceira Guerra MundialDor de morteÉ o destino, vamos fazer isso de novoAmanhã cara Amanhã pessoasAmanhãcaraAmanhã pessoasAmanhã caraUma cena de distorção do tempoUma história ci-fy (Pessoas do amanhã)Um céu cor de terra (Pessoas do amanhã)Nova esperança para a glóriaEu gosto de lutarEu mato a opressão global(Pessoas do amanhã)Quando eu desistir, uma nova esperança de redenção(Pessoas do amanhã)Olhos azuis chorando na chuvaAmanhã genteeu rio amanhã se foiAmanhã genteAmanhãgenteAmanhã genteAmanhã gente
CRÍTICA: Uma composição com notas legais, mas que não chega na alma. Se parece com outra faixa de fim de álbum. Mas ainda gosto mais do que o single "Shock To The System". No caso de "Tomorrow People" a impressão que eu tenho é a de que faltou alguma coisa para deixar esta música mais completa. O teclado me lembra em tudo Depeche Mode, o timbre é idêntico.
*OBS.: Aos 2:03 min., neste áudio do Youtube Music, a faixa dá algumas puladas. Ao que tudo indica, eles extraíram-na de um CD arranhado (ou pode ser do próprio álbum). Não sei ao certo. Mas se for o caso de CD arranhado, não seria a primeira vez que vejo (nem a segunda, ou terceira...).
NOTA DE AVALIAÇÃO: 6,7/10
FAIXA 6 — "ADAM IN CHAINS": "Adão Acorrentado" [trad.livre] é a sexta faixa, e o verdadeiro grande destaque deste álbum. A faixa — que foi o segundo hit do CD, ganhou 3 versões diferentes de videoclipes, — sendo uma longa (tal qual lançada no álbum), outra média e outra mais rápida (versão rádio).
LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:[INÍCIO DE NARRAÇÃO] Você quer ser hipnotizadoTudo que você precisa fazer é mover seu corpoDe que maneira cada vez se sente confortável para vocêBasta deixar-se afundar na ranhuraE se moverFixe seus olhos em um pontoNão importa ondeApenas fixe os olhos no pontoE começar a relaxarSinta o seu corpo e menteComeçando a desacelerarRelaxe, se descontrair e relaxarSe você tiver quaisquer pensamentosBasta deixá-los à deriva por sua menteComo nuvens bonitasAtravés de um céu azul claroSó através de sua mente e longe de vocêAtravés de sua mente e de distânciaComo você relaxarMais profundo, mais profundo e mais profundo relaxarDeixe o stress e a tensãoDeixe de preocupação e dúvida, e relaxarImagine uma escada em pé na frente de vocêCom dez, largos, seguros, escadasPara baixo, para um perfeito relaxamentoDown tô paz e contentamentoPara baixo em direção a felicidade que você mereceE como eu contagem regressiva de dezDê um passo de cada númeroUm passo para baixo10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1Mais profundo, mais profundo, mais profundo relaxarIsso é apenas deixar ir e relaxar [FIM DE NARRAÇÃO]-Você roubou meu coração que é verdadeVocê vê a forma das coisas que virãoPor que dar a nossa vida para os brutos e tolosJogar tudo foraVocê vê a forma das coisas que virãoPor quê? Esta menina agoraSerá que vamos matar uns aos outros-Como Adão em cadeiasEu quero vingançaComo Adão em cadeiasEu quero vingançaAdam em cadeias-Eles quebrado seu coraçãoAh, sim, eles vão rasgar o seu mundo à partePor que tornar-se uma mentiraE acreditar que é verdadeAh, esquece de tudo issoEu sei que a forma das coisas por virPor que essa menina agoraSerá que vamos matar uns aos outros-Como Adão em cadeiasEu quero vingançaComo Adão em cadeiasEu quero vingançaComo Adão em cadeiasEu quero vingançaQuer vingança-Na mente de um loucoHá explosões de corUm eclipse de emoção-Por que rasgar o nosso mundo à partePor que jogar tudo foraPor que rasgar o nosso mundo à parte menina
CRÍTICA: A sexta faixa deste álbum, "Adam In Chains", no meu entender, é a grande faixa deste álbum. Nela, Idol traz um mix de uma sintonia fina e acertadíssima entre um New Age, um som mais Chill out, e até eletrônico. Com uma melodia interessante, melodia e letra que trazem algo interessante — praticamente um som que transpassa meditação e leveza. Ao contrário da faixa "Shock To The System", aqui, parece que é um diferencial mais assertivo — e a melodia é até mais séria.
Recomendo bastante que vejam o clipe desta música. A transmissão de algo como uma hipnose, torna este som muito mais especial.
NOTA DE AVALIAÇÃO: 9,7/10
FAIXA 7 — "NEUROMANCER": "Neuromancer" [trad.livre] é a sétima faixa, e o verdadeiro grande destaque deste álbum. A faixa — que foi o segundo hit do CD, ganhou 3 versões diferentes de videoclipes, — sendo uma longa (tal qual lançada no álbum), outra média e outra mais rápida (versão rádio).
LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:[INÍCIO DE NARRAÇÃO] Você quer ser hipnotizadoTudo que você precisa fazer é mover seu corpoDe que maneira cada vez se sente confortável para vocêBasta deixar-se afundar na ranhuraE se moverFixe seus olhos em um pontoNão importa ondeApenas fixe os olhos no pontoE começar a relaxarSinta o seu corpo e menteComeçando a desacelerarRelaxe, se descontrair e relaxarSe você tiver quaisquer pensamentosBasta deixá-los à deriva por sua menteComo nuvens bonitasAtravés de um céu azul claroSó através de sua mente e longe de vocêAtravés de sua mente e de distânciaComo você relaxarMais profundo, mais profundo e mais profundo relaxarDeixe o stress e a tensãoDeixe de preocupação e dúvida, e relaxarImagine uma escada em pé na frente de vocêCom dez, largos, seguros, escadasPara baixo, para um perfeito relaxamentoDown tô paz e contentamentoPara baixo em direção a felicidade que você mereceE como eu contagem regressiva de dezDê um passo de cada númeroUm passo para baixo10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1Mais profundo, mais profundo, mais profundo relaxarIsso é apenas deixar ir e relaxar [FIM DE NARRAÇÃO]-Você roubou meu coração que é verdadeVocê vê a forma das coisas que virãoPor que dar a nossa vida para os brutos e tolosJogar tudo foraVocê vê a forma das coisas que virãoPor quê? Esta menina agoraSerá que vamos matar uns aos outros-Como Adão em cadeiasEu quero vingançaComo Adão em cadeiasEu quero vingançaAdam em cadeias-Eles quebrado seu coraçãoAh, sim, eles vão rasgar o seu mundo à partePor que tornar-se uma mentiraE acreditar que é verdadeAh, esquece de tudo issoEu sei que a forma das coisas por virPor que essa menina agoraSerá que vamos matar uns aos outros-Como Adão em cadeiasEu quero vingançaComo Adão em cadeiasEu quero vingançaComo Adão em cadeiasEu quero vingançaQuer vingança-Na mente de um loucoHá explosões de corUm eclipse de emoção-Por que rasgar o nosso mundo à partePor que jogar tudo foraPor que rasgar o nosso mundo à parte menina
CRÍTICA: A faixa "Neuromancer" tem uma introdução com um beat que lembra com sucesso um funk carioca, mas logo progride, e a música começa. É uma faixa interessante, mas nada mais do que isto. Se eu fosse o encarregado da elaboração da tracklist deste álbum, a moveria para um pouco adiante. Não é uma faixa que traga algo de tão diferente.
*Uma similaridade: o conjunto de notas parece retirado de um jogo do "007" do começo dos anos 2000 - em especial do game "The World Is Not Enough" A progressão de notas é simplesmente a mesma do tema de James Bond e com progressão do baixo que é a mesma de uma das fases. Seria certo afirmar que o game se "inspirou" em Billy Idol? É possível, mas talvez seja só coincidência mesmo de ambas as partes (duvido).
NOTA DE AVALIAÇÃO: 9,7/10
FAIXA 8 — "POWER JUNKIE": "Força do Doidão" [trad.livre] é a oitava faixa, e uma ótima faixa deste álbum.
LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:[I am the king of the world,I'm a bad man, I'll shook up the world,I'll shook up the world, I'll shook up the world....]Estou fora do controleAcho que vou ficar loucoEstou fora da minha menteVocê pode ver isso nos meus olhosEstou procurando por amorEm todos os seus rostosEstou procurando por amorAcho que vou ficar loucoEu sinto essa noiteNós somos comprados e vendidosAh yeahAcho que vou sobrecarregarAcho que vou sobrecarregarEstou falando sobre loucuraEstou falando sobre loucuraSou um homem loucoEu sacudi o mundoSou um homem loucoIsso não é certoEssa bola de confusãoMuito grande para nós doisSaia da minha cidade essa noiteSou um homem loucoEu quero sacudir o mundoSou um homem loucoVou ficar loucoVou ficar loucoChupa no meu amorAgora chupa no meu corcelEu tenho que ficar loucoSe você sabe o que quero dizerEu vou ficar loucoEu vou ficar loucoEu sou um homem loucoLoucoEstou procurando vocêPor todos esses rostosEsperando tanto tempoAcho que vou ficar loucoEstou procurando por vocêSinta minha direçãoA yeahNenhuma razão pra sobreviverYeah estou falando sobre loucuraHa ha ha acho que vou golpearSou um homem loucoEu sacudi o mundoSou um homem loucoIsso não é certoEssa bola de confusãoMuito grande para nós doisSaia da minha cidade essa noiteHahaSou um homem loucoEu quero sacudir o mundoSou um homem loucoEstou ficando loucoHahaChupa no meu amorAgora chupa no meu corcelEu tenho que ficar loucoSe você sabe o que quero dizerEu vou ficar loucoEu vou ficar loucoEu sou um homem loucoEstou ficando loucoFalo sobre loucuraEstou procurando vocêPor todos esses rostosEstou olhando pra vocêAcho que vou ficar loucoEstou procurando por amorEstou fora da minha menteAh yeah eu acho que vou ficar loucoSou um homem loucoEu sacudi o mundoSou um homem loucoIsso não é certoEssa bola de confusãoMuito grande para nós doisSaia da minha cidade essa noiteYeah eu sou um homem loucoEu vou sacudir o mundoEu sou um homem loucoEstou ficando loucoEstou ficando loucoEu sou um homem loucoEstou ficando louco
CRÍTICA: O segundo grande destaque deste álbum para mim, "Power Junkie" tem um baixo marcado e uma batida/melodia bem legais. Outro som que cai muitíssimo bem num excelente soundsystem. Esta faixa possui um refrão empolgante, com um teclado que preenche a música à perfeição. Para mim, esta música só poderia ter uma variedade maior em sua ponte, que considero muito repetitiva e muito pouco discente do refrão geral. Recomendadíssimo.
*OBS.: Aos 0:40 min., neste áudio do Youtube Music, a faixa dá algumas puladas. Ao que tudo indica, eles extraíram-na de um CD arranhado (ou pode ser do próprio álbum). Não sei ao certo. Mas se for o caso de CD arranhado, não seria a primeira vez que vejo (nem a segunda, ou terceira...).
NOTA DE AVALIAÇÃO: 8,9/10
FAIXA 9 — "INTERLUDE 2": "Interlúdio 2" [trad.livre] é a nona faixa deste álbum.
NARRAÇÃO COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:"Aquilo que produz espinhos e abrolhos é rejeitadoE está perto da maldição, cujo fim é ser queimadoMas, amados, estamos persuadidos de coisas melhores de vocêsE coisas que acompanham a salvação, embora assim falemosPois Deus não é injusto para esquecer o seu trabalho e trabalho de amor"
CRÍTICA: Um rápido interlúdio de menos de 30 segundos com uma narração e um órgão sucinto tocando ao fundo.
