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Hoje, 10 de janeiro de 2024 , — numa quarta-feira comum, dou início ao meu novo blog/site e ideia de projeto: ESTE É O  CAFEZINHO CULT . Nes...

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"Sonho Por Justiça" tem cenas pesadíssimas que mostram o pesadelo que foi o nazismo...

Imagens: Reprodução/Divulgação (HBO)

Dirigido por Brian Gibson, e estrelado pelo lendário ator de filmes cult norte-americano, Ben Kingsley; "Sonho Por Justiça — A História de Simon Wiesenthal" (Murderers Among Us, 1989) é um filme marcante, chocante e que retrata como poucos filmes biográficos do tipo, um relato tão interessante sobre o nazismo, especialmente da ótica de um sobrevivente judeu do holocausto num dos principais campos de concentração, na Alemanha.

O filme foi inspirado diretamente no livro que o originou, contando a história de Simon Wiesenthal — e não confundam com o homônimo "Os Assassinos Estão Entre Nós", um clássico do cinema sobre a segunda guerra mundial (o título é uma alusão direta ao grande clássico de suspense alemão, de Fritz Lang, "M").

UM OLHAR QUE FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS:
O olhar estonteante e quase que atordoado com a maldade humana que encontra-se estampado na arte de capa deste filme é um acerto e tanto. Com algo tão subliminar, consegue-se transmitir o pavor, o medo, o desespero dos campos de concentração... e a injustiça.

A escolha de Kingsley para o papel de Wiesenthal (e com bênção do próprio judeu sobrevivente) estabelece a marca e o tom do filme. E muito disto vem do olhar do ator. Em todo o filme, este olhar que carrega um misto de angústia e incredulidade com os limites da maldade do ser humano por olhos que viram demais, persegue-se o protagonista do começo ao fim.

UM FILME DIVIDIDO EM DUAS PARTES DISTINTAS:
O filme tem a extenuante duração de 2h30min., e é dividido em duas partes iguais. A primeira parte é a que faz o filme valer a pena — pelos horrores da guerra transplantados, e por tudo aquilo que o filme traz de mais impressionante, e todos aqueles relatos mais sinistros e macabros dos súditos de alta patentes das S.S. de Adolf Hitler cometendo as suas atrocidades.

Mas a segunda parte — esta, já um pouco mais monótona e bem mais política, e com uma proposta bastante diferente (até pode parecer outro filme [talvez não agrade a todos]); mas esta é parte que simplesmente justifica a luta de Simon até o fim por justiça, — e com ela temos toda uma lição de vida, sobre os reais perigos do (aparentemente inofensivo) negacionismo, e como a justiça dos homens é falha.

UMA VISÃO BEM MOCINHA DOS NORTE-AMERICANOS NA 2A GUERRA:
Dirigido por Brian Gibson, e estrelado pelo lendário ator de filmes cult norte-americano, Ben Kingsley; "Sonho Por Justiça — A História de Simon Wiesenthal" (Murderers Among Us1989) é um filme marcante, chocante e que retrata como poucos filmes biográficos do tipo, um relato tão interessante sobre o nazismo, especialmente da ótica de um sobrevivente judeu do holocausto num dos principais campos de concentração, na Alemanha.

O filme foi inspirado diretamente no livro que o originou, contando a história de Simon Wiesenthal — e não confundam com o homônimo "Os Assassinos Estão Entre Nós", um clássico do cinema sobre a segunda guerra mundial (o título é uma alusão direta ao grande clássico de suspense alemão, de Fritz Lang, "M").

UM OLHAR QUE FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS:
O olhar estonteante e quase que atordoado com a maldade humana que encontra-se estampado na arte de capa deste filme é um acerto e tanto. Com algo tão subliminar, consegue-se transmitir o pavor, o medo, o desespero dos campos de concentração... e a injustiça.

A escolha de Kingsley para o papel de Wiesenthal (e com bênção do próprio sobrevivente) dá a marca e o tom do filme. E muito disto vem do olhar do ator. Em todo o filme, este olhar que carrega um misto de angústia e incredulidade com os limites da maldade do ser humano por olhos que viram demais, persegue-se o protagonista do começo ao fim.

UM FILME DIVIDIDO EM DUAS PARTES DISTINTAS:
O filme tem a extenuante duração de 2h30min., e é dividido em duas partes iguais. A primeira parte é a que faz o filme valer a pena — pelos horrores da guerra transplantados, e por tudo aquilo que o filme traz de mais impressionante, e todos aqueles relatos mais sinistros e macabros dos súditos de alta patentes das S.S. de Adolf Hitler cometendo as suas atrocidades.

Mas a segunda parte — esta, já um pouco mais monótona e bem mais política, e com uma proposta bastante diferente (até pode parecer outro filme [talvez não agrade a todos]); mas esta é parte que simplesmente justifica a luta de Simon até o fim por justiça, — e com ela temos toda uma lição de vida, sobre os reais perigos do (aparentemente inofensivo) negacionismo, e como a justiça dos homens é falha.

UMA VISÃO BEM MOCINHA DOS NORTE-AMERICANOS NA 2A GUERRA:
Com certeza, o filme tem uma visão (como boa produção estadunidense) de bom mocismo dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). É preciso uma certa atenção neste aspecto.

UM FILME DOCUMENTAL E RECOMENDADO:
É um bom filme. A primeira parte é bem mais interessante, mas a segunda dá grandiloquência e aprofunda o drama, violência, ação e extremidades desumanas presentes na primeira parte.

"Kaibutsu", de Hirokazu Kore-eda, é um interessante drama


SOBRE O LONGA-METRAGEM "MONSTRO", EM CARTAZ:
Nesta segunda-feira (8) tive o imenso prazer de poder conferir no cinema Cine Cultura do Liberty Mall, em Brasília, à exibição do filme japonês de drama e suspense "Monstro" (Kaibutsu, 2023) do cineasta Hirokazu Kore-eda, e direi tudo o que achei do filme, da exibição, e farei um breve apanhado sobre o motivo pelo qual fui assistir a este filme em especial (dado que não costumo ir ao cinema para qualquer filminho) — o espetacular músico Ryuichi Sakamoto teve o filme como sua última assinatura numa trilha sonora de filme, em vida.

E, bom... eu tenho minhas ressalvas em relação ao filme. Muito do que vi não era nada do que eu esperava que fosse, mas no fim das contas valeu a pena.


A ESTRANHA MANEIRA COMO EU CONHECI RYUICHI SAKAMOTO:
O motivo de eu ter ido ver este filme no cinema foi por um artista que não teve nada a ver com ele: Thomas Dolby. Há 9 meses, quando faleceu Sakamoto, o músico Thomas fez um breve vídeo em sua homenagem chamado "a tribute to Ryuichi Sakamoto", nele ele detalha um pouco sobre sua trajetória com o artista e como eles se conheceram, em 1981.

Em 1985Dolby Sakamoto gravaram um sensacional single juntos, o chamado "Field Work", — para mim, entre o top 5 de ambos os ótimos artistas (em breve farei um post disto); onde fizeram até mesmo um videoclipe bem bacana e com um assunto interessante juntos: o Shell Shock da 2a guerra (uma neurose de guerra)  — mais tal vídeo mais me lembra um curta-metragem experimental. A música obteve quatro versões distintas em Mix (isto é a cara de Dolby).

E não deu outra: a sintonia musical destes dois mestres compositores foi matadora e assertiva. E infelizmente, única.

Há alguns anos atrás eu havia ouvido este som mas apenas numa passagem rápida ao ouvir sobre a carreira musical e trabalhos de Thomas Dolby, mas não dei a devida atenção, e nem sequer sabia ainda quem era Sakamoto. Um ledo erro de minha parte.



RYUICHI E UMA CARREIRA RECHEADA DE GRANDES HITS:
Se passariam 2,5 anos até que eu, recentemente, desse de cara (de relance, na verdade) com o recente vídeo de homenagem feito por Dolby ao grande compositor — e seu amigo particular, Ryuichi Sakamoto.

Não pude deixar de revisitar o hit deles. Realmente, ele bem que me era familiar. Eu já havia ouvido um single dele em participação com outros dois grandes artistas que não Thomas Dolby: o cantor inglês David Sylvian e a cantora estadunidense Ingrid Chavez (e vozes de John Cage, alguns meses antes de seu falecimento — Cage foi uma inspiração direta para sua carreira como compositor).

Em junho de 1992, a composição destes três artistas de nome "Heartbeat" foi lançada num álbum-dobradinha de Sylvian/Sakamoto contendo alguns mixs deste som.

Esta era uma música que eu ouvia há bastante tempo já, — gosto muito destes cantores, mas nem por isto eu havia ainda me interessado em buscar saber quem era aquele japonês simpático tocando piano sucintamente, e fazendo frente com um "ar misterioso" no clipe, enquanto os dois cantores bailavam lentamente, no videoclipe. E seu nome não me dizia muito.


Quando eu me dei conta, após conhecê-lo, reparei o quanto Sakamoto era um artista completo e genial. Fui buscar me aprofundar em sua bibliografia, e me deparei com um vasto material muitíssimo criativo, original, experimental, e louco a rigor.

Além do mais, Sakamoto — além de possuir um bom trabalho solo; também fez uma participação num ótimo som com ninguém menos que Iggy Pop, a "Risky", de 1987 [abaixo]. E, no mais, uma outra participação com David Sylvian — mas esta (a bem da verdade), considero de menor relevância.


Há outras participações interessantes que valem a menção, mais isto fica especificamente para outro post, — para não alongar a leitura mais do que já fiz.


O TRISTE FALECIMENTO DE RYUICHI SAKAMOTO EM 2023:
É, no entanto, uma pena tê-lo conhecido apenas através de seu falecimento. Ele morreu em março de 2023, em decorrência de uma batalha contra um câncer que já vinha se arrastando desde 2014, dentre remissões e ressurgimentos da doença, muito infelizmente.


OUTRA COINCIDÊNCIA — COMO CONHECI O FILME "MONSTER":
Coincidentemente, também, eu encontrei um filme que me chamara a atenção em cartaz num cinema aqui da minha cidade. O filme japonês "Monstro" tinha um cartaz interessante, e qual não foi a minha surpresa? Tinha a trilha sonora de Ryuichi Sakamoto — recentemente falecido; e que houvera feito a trilha sonora original desta longa-metragem — a sua última trilha de despedida.

O filme atende ao mérito de OST de despedida de toda uma carreira? Em partes, sim. O que posso dizer de minha experiência...?

CRÍTICA RÁPIDA 100% LIVRE DE SPOILERS

Bom. Para começo de conversa, o pôster engana um pouco. O filme é pesado? Pode até ser — em determinados momentos, mas certamente não entrega tanto terror (nem remotamente) tanto quanto dá a entender. Mas é quase que um consenso esta estratégia entre produtoras de filmes, há muito tempo. E é exatamente assim como me senti.

Eu categorizaria que o filme possui 85% de drama, 10% de suspense e 5% de terror apenas (quiça até menos). É um filme onde o suspense e terror caminham quase que sempre nas entrelinhas, principalmente o suspense predominante, — na possibilidade incerta do público de tentar prever para onde possivelmente caminhará o script.

É um filme que conta com elementos fracos — baseando-se inteiramente em questões da infância de dois garotos, e permeando a história de uma maneira bem curiosa; — o filme conta algo que acontece e divide-se em duas partes onde os personagens são acompanhados inteiramente e explicam pontos de vista distintos quando se juntam — mais ou menos duas peças gigantes de um mesmo quebra-cabeças.

Muito legal.
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EXIBIÇÃO DO FILME E SOBRE O ESPAÇO DO CINE CULTURA, NO LIBERTY MALL:



O filme "Monster" foi exibido apenas neste cinema em Brasília inteira, estando em cartaz em algum tempo.

É triste que um filme com tanto contexto e cultura assim (não atoa está no Cine Cultura, né?) esteja em exibição apenas lá. Mas por outro lado eu entendo: se o pusessem num Cinemark da vida, muita gente pediria o dinheiro da bilheteria de volta pois o povão não sabe o que é cinema japonês, só gosta de assistir explosões e cinema imediatista e raso/superficial. Definitivamente não é o caso.

Sobre o cinema: nunca havia visitado, é bem confortável até (pelo preço modesto). A tela no entanto não seria muito legal de ficar muito próximo, pelo formato dos leds. Infelizmente eu e minha mulher pegamos as fileiras mais à frente, distorcendo um pouco a tela, mas conseguimos assistir.

O ambiente é aconchegante, mas a pipoca de lá deixou a desejar: cara, sem sal e sem manteiga também. E para a minha surpresa, a sala estava cheia (como fomos os últimos a sair, reparei que o público era bem geek). Legal.



UM FILME QUE REQUER PACIÊNCIA E A EXPECTATIVA APROPRIADA:
Como o assisti no escuro, sem ao menos ver o seu Trailer, ou saber sobre o que se tratava (gosto disto), não pudi me preparar melhor, mas o filme não é uma história grandiloquente, nem nada. São apenas as histórias confusas e fantasiosas da mente de dois garotos que tem digressões comportamentais e certos afetos que (assistam) o filme explora.

Para mim, a atuação não tem nada de tão especial, comporta-se extremamente como um filme médio, — mas com tal roteiro, não há como entregar mais. Até li por aí que o cineasta deste filme adota realmente este tipo de estilo de cinema; só digo isto: requer paciência. E muita. É um filme sobre o drama da rotina e do cotidiano, e com extravagâncias e exageros pontuais de retórica que atenuam o drama. Mas vale a pena. É um filme que garante reflexões.


Quanto a trilha sonora: é boa, mas não é digna de uma despedida, Sakamoto já fez muitas OSTs de filmes japoneses e norte-americanos ao longo de sua profícua carreira. Ele, apesar disto, adota um estilo diferente nas trilhas sonoras do seu trabalho solo.

Mas talvez Sakamoto merecesse algo mais impactante, mais marcante. Mas apenas para que fosse melhor lembrado em sua despedida final, pois se tem uma coisa que Ryuichi Sakamoto não precisa há um bom par de décadas é provar a eficiência do seu próprio e grandioso talento criativo.

Segue abaixo a trilha sonora que mais gostei deste filme (e também a utilizada nos melhores momentos reflexivos do filme). É um som ambiente de piano bacana — que bem lembra trabalhos de som ambiente do Brian Eno e John Cage, dentre outros:

NOTA DE FILME: 6,3/10


QUE DEUS O TENHA, RYUICHI SAKAMORO.