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Crítica de álbum: 'Cyberpunk', — o álbum futurístico, icônico e ''maldito'' de Billy Idol, lançado em 1993

A grande investida artística da carreira vasta de Billy Idol


CONTEXTUALIZAÇÃO DO ÁLBUM EM SUA ÉPOCA DE LANÇAMENTO:
No âmago da pseudo-revolução tecnológica da metade dos anos 1990, a visão futurista do mundo — com o implemento da ainda bebê Internet; o famoso músico britânico Billy Idol "antevia" este movimento dos Hackers e toda a sua temática para lançar o excelente/amado/odiado álbum "Cyberpunk" — que como o próprio nome já diz, tem uma pegada industrial, e que veio a calhar em sua reinvenção, como quinto álbum de sua carreira.

Esta foi uma temática popular na época. O cinema, os livros, as músicas, os jogos, todos abordando as temáticas de distopia — que são aqueles assuntos correlatos ao Armaggedon, ao fim do mundo, à hecatombe social e do mundo com o conhecemos. Mas por quê?

Na minha modesta e humilde opinião, para além do ser humano sempre ter tido aquele pessimismo sobre a vida (pelo fato de que todos perecerão organicamente algum dia, a rigor), entram questões sociopolíticas e socioeconômicas.

O mundo em 1990 via-se em declínios inéditos e guerras novas, já havia muito motivo para ver o negativismo no mundo. Fora as velhas desigualdades globais — jamais superadas, e numa crescente, aliás. A distopia sempre foi necessária, como fuga da realidade.

O negativismo cultural sempre esteve aí, e para mim, é nele onde melhor encontram-se as margens para boas composições e explorações artísticas. Enfim. Adiante.


No fim dos anos 1970, o eletrônico ganhava alguma força — mas, é claro, alguns grupos pioneiros e antológicos como Kraftwerk e Tangerine Dream já criavam experimentações sonoras originais e exclusivas muito antes disto, mas a popularização e acessibilidade de teclados musicais com o advento do MIDI (por exemplo) só viriam nos 1980, — mas ainda com uma certo alto valor, tendo sido adotado mais generalizadamente ainda, apenas em meados de 1990.

Nos anos 1980, no entanto, já surgiam álbuns e singles que usavam e abusavam do MIDI — então, esta sacada do Billy Idol neste álbum, em específico, não é completamente nova ou original; — mas sem sombra de dúvidas, agregou e muito ao cenário dos anos '90. Trouxe grandes músicas (e diferentes), e enriqueceu o cardápio de hits da saudosa MTV norte-americana.


O ÓTIMO ÁLBUM "CYBERPUNK" E A SUA EXPLORAÇÃO SONORA:
Eu conheci este álbum ano passado, e desde então eu pensei em analisá-lo numa crítica. Eu conheci completamente por acaso, e não pudi deixar de reparar o quão diferente ele era — de tudo aquilo (bem mais genérico) que Idol produziu em seus anos/décadas anteriores.

Eu considero o melhor álbum do Billy Idol. Por quê? Porque — no meu entender, simples e claro; ele esteve mais livre, menos categórico em trazer um Rock — que o fez tão conhecido, partindo para elucubrações musicais e sonoras (justamente estas que fazem dele um álbum contraditório e debatido), e com ele, Billy — pelo menos para mim, ampliou mais 

Convenhamos, o mundo musical é mais do que o maravilhoso Rock tem para oferecer. E Billy Idol é bem mais do que "Eyes Without a Face", "Dancing With Myself", ou mesmo "Rebel Yell" — bons sons, mas que caíram num certo gueto, que faz deles até enjoativos. Exemplificações extremas do quão sintético pode ser um artista neste gênero, com suas baladinhas que costeiam o Pop bobo feito para o rádio genérico (e toda a sua mediocridade [que me desculpem]). A música tem fronteiras mais profundas, além disto.

O próprio Billy Idol já havia explorado muito bem coisas distintas num Rock que foram simplesmente EXCELENTES — em suas composições de álbuns anteriores; como a canção épica "Flash for Fantasia" do álbum "Rebel Yell", de 1983. É um exemplo.


Então basta se dizer: este lado criativo e diferenciado do Idol sempre esteve lá, — ele só precisava ser lapidado e liberado; e no "Cyberpunk" ele obteve a sua razão verossímil para quebrar todas estas amarras finais e parte com tudo para um novo horizonte inexplorado — do som mais "New Age", de melodias mais aprofundadas e com menos barreiras e restrições de gêneros.

E, auxiliando-se ao máximo em tudo e por tudo, Idol criou com o que havia de mais moderno da sonorização digital na época de 1993 (e não para menos, o álbum [como se vira comumente na carreira dele] foi lançado sob a portentosa Universal Music Group]), e esta mistura não poderia ter resultados mais interessantes e autênticos.

Tenho para mim esta visão este álbum.

E roubando a opinião do velho compositor Ryuichi Sakamoto — vejam meu post falando sobre este grande artista japonês: Eu não me guio por nenhum tipo de música, me guio pela música em si, e (essencialmente) pelo que é bom de se ouvir. Vocês concordam?


A MTV E O CONTEXTO CULTURAL DE FUTURISMO RIQUÍSSIMO DOS 1990:
Eu nasci em 1993. Poder ter vindo ao mundo neste ano — em específico (e nesta década), é para mim, um privilégio incomensurável. E atribuo a isto, em grande parte, muitos dos filmes e músicas que foram lançados naquele ano — e naquela época, em geral, se eu tivesse nascido em 1992 ou 1994, ainda assim poderia citar ótimos exemplos, a época que foi o grande barato.

A visão futurista dos anos 1990 foram algo incomparável com qualquer outra época que se queira olhar. No cinema tínhamos grandes filmes que usavam de computação gráfica (mas só na medida certa), em sintonia fina com efeitos práticos — como "O Vingador do Futuro" (1990), "Darkman - A Vingança Sem Rosto" (1990), "O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final" (1991), "O Demolidor" (1993), e mais tarde naquela década, o épico "Matrix" (1999) — e o que não faltam são exemplos. Foi uma época mágica para as produções artísticas, e na música não poderia ser diferente.

*Um outro bom e clássico exemplo (de filme mais pesado) é "Hardware: O Destruidor do Futuro" (1990) — um dos melhores filmes com a vibe extremamente caótica e absurda de Distopia + Rock Industrial; nele há uma rápida pontinha do músico Lemmy Kilmister. (ainda abordarei este filme aqui no site).

Com o auxílio da fonte de criatividade que era a MTV, — estreada apenas 12 anos antes deste álbum, em 1981, muita coisa boa se produziu. E como o caso deste álbum, mais discreto (quase um lado B), — mas que nem por isso tinham sua qualidade nivelada por baixo.

E ainda nesta época, fervilhava criatividade no Rock com o auge de grandes bandas (entendamos o gênero como um todo) como o Alice in Chains, dentre outros. E este tipo música viva o seu bom momento e tinha o seu espaço e lucro garantidos, enquanto esta emissora existisse — e fosse o que fosse (é claro).

*Em abril de 1997, a banda Depeche Mode lançava o "Ultra". Um dos álbuns mais pesados (e com temática quase que "eletrô-gótica [muito interessante]). Foi um grande feito e um marco na indústria, na época. Através de uma crise existencial — ao qual o grupo enfrentava na data, criou-se umas de seus melhores e mais cativantes álbuns, com faixas que iam do Rock Industrial, eletrônico, Pop e batiam na trave de um Trip Hop — em alta na segunda metade dos 1990. Ouçam a música "Barrel of a Gun" do Depeche Mode.

E esta "guerrinha" que se teve entre Punk, Grunge, Heavy Metal, Hard Rock, Doom Metal e seja lá o que diabos for, foi boa para quem buscava coisa pesada, letras criativas e guitarras barulhentas com bons riffs. Só foi bom para quem consumia este tipo de conteúdo. O problema só surgiu quando este modelo de mercado ficou para trás, com o surgimento de um Pop mais melequento e com a morte por inanição da MTV e o seu formato, no começo dos anos 2000 e adiante.

*Em 1999, a banda (outrora) de Thrash/Heavy Metal, Megadeth, lançou o álbum "Risk". O disco também surfou na onda do "Bug do Milênio" e na fase do Metal Industrial e também foi um alvoroço entre os fãs mais antigos — com os seus riffs de guitarra amparados por batidas eletrônicas e refrões-chiclete. O álbum teve seu single como tema do filme "Soldado Universal - O Retorno", estrelado por Jean-Claude Van Damme e lançado naquele mesmo ano. Eu considero um álbum interessante para se analisar. Um dia falo dele aqui no siteOuçam a música "Insomnia" do Megadeth.

Há de se falar também, sem sombra dúvidas, da potência que acontecia no que se resultava da junção da indústria fonográfica com a indústria cinematográfica: filmes como (o citado acima) "O Exterminador do Futuro II" com sua trilha sonora Rock N'Roll e Guns N'Roses emplacando o chiclete "You Could Be Mine" e no ano do "Cyberpunk", — lançado apenas 1 mês depois deste álbum, e, claro, um exemplo interessante com o filme (também controverso na carreira de um dos grandes ícones da geração Arnold Schwarzenegger) e com ÉPICAS trilhas sonoras originais: "O Último Grande Herói", em julho de 1993, nos EUA, que teve hits de Alice in Chains, Megadeth, AC/DC (tema para outro post próximo), todos com clipes na MTV.

E é neste ambiente que nasce o "Cyberpunk  de Billy Idol. Um ambiente onde o tema futurista e (é bom lembrar de filmes como "O Passageiro do Futuro" e "Timecop" também). Isto estava bastante em roga com o advento recém-criado e implementado da Internet (nos EUA e Japão à principio), a criação de computadores mais modernos, o surgimento do Windows, dentre outras coisas. Digamos que com isto também surgiu o medo do futuro, nas entrelinhas, oculto. E vemos hoje claramente: os benefícios da Internet, nítidos, mas patentes também, os seus males e consequências negativas.

Bom. Explicados o contexto, os apelos e as inclinações culturais da época do lançamento deste disco, parto agora para as críticas.


CRÍTICA DE FAIXAS E MÚSICAS DO ÁLBUM "CYBERPUNK":

FAIXA 1 — "INTRO": Esta é a faixa introdutória oe álbum. Um mera faixa de abertura com narração e sem música alguma (ainda), apenas efeitos sonoros de fundo. E os digo: 1 min. acertadíssimo. Mais abaixo explico, na crítica.


LETRA DE NARRAÇÃO TRADUZIDA (E ADAPTADA):
O futuro implodiu no presente
Sem guerra nuclear, os novos campos de batalha são as mentes e as almas das pessoas
As megacorporações são os novos governos Os
domínios de informação gerados por computador são as novas fronteiras
Embora haja uma vida melhor através da ciência e da química
Estamos todos nos tornando robôs escravos

O computador é a nova ferramenta legal
Embora digamos: "Toda informação deveria ser gratuita", não é.
A informação é o poder e a moeda do mundo virtual que habitamos.
Portanto, devemos confiar na autoridade

Os ciberpunks são os verdadeiros rebeldes
A cibercultura está sofrendo o radar
Uma sociedade comum, uma aliança profana com o mundo da tecnologia e o mundo da dissidência organizada

Bem-vindo à Cyber ​​Corporation, Cyberpunks”

CRÍTICA: Na abertura, Billy Idol nos apresenta a ambientação que pretende trazer com o disco, — a visão do futuro — e como é de praxe, uma distopia, o futuro desgraçado. A faixa já oferece de antemão um vislumbre e um "tira-gostozinho" do que será o álbum mais odiado dentre a fan-base tradicional e "testorônica" do male-alfa do Idol. Muito bom.


FAIXA 2 — "WASTELAND": "Terra Devastada" [trad.livre] é a segunda faixa deste álbum. A faixa ganhou videoclipe, - mas que apresenta-se como apenas um registro simples do Idol e banda tocando ao vivo, em preto e branco.


LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:
[Rumando no deserto, rumando no deserto]
-
[Sem religião] Sem religião. Sem religião alguma.
[Sem religião] Sem religião. Sem religião alguma.
Sem religião. Sem religião alguma.
[Sem religião] Sem religião. Sem religião alguma.
[Sem religião] [Sem religião alguma] [Sem religião]
-
Um homem-emissário entre pagãos.
Não veem um moderno primitivo?
Eu voltei. Eu encontrarei... terei a minha religião:
[Sem religião alguma] Sem religião alguma!
-
Estou numa terra devastada,
entrando de cabeça cabeça, cara.
Estou numa terra devastada.
[Sem religião alguma] Sem religião alguma.
-
Estou numa terra devastada,
entrando de cabeça cabeça, cara.
Estou numa terra devastada.
[Sem religião] Sem religião,
[Sem religião alguma] Sem religião alguma.
-
Há um homem precisando de ressurreição.
[Sem religião]
Não veem um moderno primitivo?
[Sem religião]
Mas sou um homem, preciso de amor e liberdade.
[Sem religião]
Ainda quando, havia liberdade alguma.
-
Estou numa terra devastada,
entrando de cabeça cabeça, cara.
Estou numa terra devastada.
[Sem religião alguma] Sem religião alguma.
-
Estou numa terra devastada,
entrando de cabeça cabeça, cara.
Estou numa terra devastada.
[Sem religião] Sem religião,
[Sem religião alguma] Sem religião alguma.
-
[Sem religião]
[Sem religião alguma]
[Sem religião]
[Sem religião alguma]
-
Na terra da realidade virtual,
A diversão do futuro,
Diga-me o que fazer.
Na lei da realidade virtual, crime informático.
Tão sublime.
-
Uma cena de fantasia, na minha máquina,
Dê-me o segredo da vida.
Deixe-me saber, é, o que sou,
E você sabe que eu podia conseguir-lhe....
-
...Numa terra devastada,
entrando de cabeça cabeça, cara.
Estou numa terra devastada.
[Sem religião alguma] Sem religião alguma.
-
Estou numa terra devastada,
entrando de cabeça cabeça, cara.
Estou numa terra devastada.
[Sem religião] Sem religião,
[Sem religião alguma] Sem religião alguma.
-
Estou numa terra devastada,
entrando de cabeça cabeça, cara.
Estou numa terra devastada.
[Sem religião] Sem religião,
[Sem religião alguma] Sem religião alguma.
-
Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]
Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]
Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]
Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]
Sem religião, sem religião. Sem religião alguma. [Sem religião]
[Sem religião; sem religião alguma...] (x5)

CRÍTICA: A música de abertura deste álbum traz um beat bem maneiro. embora ameno e repetitivamente marcado. A composição de notas é bem sucinta, mas cria uma aumento empolgante nos refrões. A organização deste som como 2o na tracklist foi um acerto. É digno desta posição. Traz uma batida digital, com solos de guitarra com overdrive e que crescem num riff mais pesado, cheio de harmônicos. A letra é bem repetitiva, em crítica à religião. Um ótimo som.

Lembra uma vibe industrial, no melhor estilo de ótimos grupos como Nine Inch Nails e Depeche Mode.

NOTA DE AVALIAÇÃO: 7,9/10


FAIXA 3 — "INTERLUDE": "Interlúdio" [trad.livre] é a terceira faixa deste álbum.



CRÍTICA: Um conglomerado caótico de sons, com vozes distintas e efeitos sonoros. Sem muito o que dizer ou pontuar. Serve bem como uma pausa — como o próprio nome já diz; e prepara para um dos principais hits do álbum, que está à seguir.


FAIXA 4 — "A SHOCK TO THE SYSTEM": "Um Choque no Sistema" [trad.livre] é a quarta faixa deste álbum. Lançado em single e com videoclipe. O hit foi um dos principais destaques e apostas do artista e da gravadora, mas errado, no meu entender.


LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:
Oh, sim!

Era uma noite, oh que noite.
Los Angeles brilhando em chamas. Oh, que noite.
Eu digo, vamo lá!
Isso faz meu mundo paralisar
Ah, motim, estupro, raça e revolução, oh, sim
Segure essa, e meu mundo continua ardente

Oh, eu digo sim
Bem, você pode sacudir esta terra, neném, yow

Nós curtimos o choque no sistema
Você está bem, estamos bem
Nós curtimos o choque no sistema
Eu digo sim, não é legal?

Era uma noite
Uma noite infernal, em Los Angeles, e realmente foi
Oh, que desordem
Eu disse sim, vamos
Isso faz minha vida ser real
Sinta a corrupção da polícia e da sociedade, oh, sim
Existe algum homem que poderia ser rei
E o mundo ainda existiria

Oh, eu digo sim
Você pode sacudir esta terra, neném

Nós curtimos o choque no sistema
Você está bem, estamos bem
Nós curtimos o choque no sistema
Eu disse sim, pense, neném
Choque no sistema
Você está bem, estamos bem
Choque no sistema
Eu digo sim, eu digo sim, eu digo sim
Vamos neném

Sim, bem você pode sacudir esta terra, neném, ow
Nós curtimos o choque do sistema
Você está bem, estamos bem
Nós curtimos o choque do sistema
Eu digo sim, não é legal?

Choque no sistema
Você está bem, estamos bem
Nós curtimos o choque no sistema
Eu digo sim
Eu digo sim
Eu digo sim, vamos, neném

Choque no, choque no
Choque no sistema
Preciso mais alto!
Choque no, choque no
Choque no sistema
Sim, eu tenho que
Choque no, choque no
Choque no sistema
Sim, eu preciso
Choque no, choque no
Choque no sistema
Você poderia ser rei

Ou eu poderia ser rei
Yeah, bem
Você poderia ser rei
Ou eu poderia ser rei
Bem, eu preciso
Você poderia ser rei
Diga mais alto
O mundo ainda arde
Você poderia ser rei
Eu poderia ser rei
Yeah, bem
Você poderia ser rei
Diga mais alto
Eu poderia ser rei
Você poderia ser rei
Diga mais alto
O mundo ainda arde

CRÍTICA: Um hit e um riff que ficam bons num soundsystem de qualidade, com graves e altas bem definidos, — mas que infelizmente não quer dizer muito. Não é um som tão digno de destaque assim, na minha opinião. Talvez eu não goste desse som por ser tão up-beat para um álbum de temática tão pesada e até melancólica, mais parece uma faixa deslocada que merecia apenas um fundo de álbum.

NOTA DE AVALIAÇÃO: 6,1/10


FAIXA 5 — "TOMORROW PEOPLE": "Povo do Amanhã" [trad.livre] é a quinta faixa deste álbum.


LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:
Uma cena de distorção do tempo
Uma história de ficção científica
Um amor sujo
Ei, esperança de glória
Eu gosto de lutar,
eu mato a opressão global
Se eu desistir, não há esperança de redenção

Olhos azuis chorando na chuva
Por quanto tempo
Amanhã gente
Eu rio amanhã embora
Por quanto tempo
Amanhã gente
Amanhã gente

Bem, você sabe que estou livre na chegada
Deixado para trás meu amor, pela culpa da sobrevivência
Eu não sei para onde estou correndo
Eu perdi meu amor, perdi meu controle,
perdi meu paraíso também

Olhos azuis chorando na chuva
Por quanto tempo
Amanhã gente
Eu rio, amanhã se foi
Por quanto tempo
Amanhã gente

Olhos azuis chorando na chuva
Por quanto tempo
Amanhã gente
eu rio amanhã se foi
Por quanto tempo, logo vem
Amanhã gente
Amanhã gente
Yah, vamos lá alto

Agora minha vida está realmente mal gasta
Eu disse
que estou aqui para te dizer, para te dizer
Que não vou me arrepender
Terceira Guerra Mundial
Dor de morte
É o destino, vamos fazer isso de novo
Amanhã cara Amanhã pessoas
Amanhã
cara
Amanhã pessoas
Amanhã cara

Uma cena de distorção do tempo
Uma história ci-fy (Pessoas do amanhã)
Um céu cor de terra (Pessoas do amanhã)
Nova esperança para a glória

Eu gosto de lutar
Eu mato a opressão global
(Pessoas do amanhã)
Quando eu desistir, uma nova esperança de redenção
(Pessoas do amanhã)

Olhos azuis chorando na chuva
Amanhã gente
eu rio amanhã se foi
Amanhã gente
Amanhã
gente
Amanhã gente
Amanhã gente

CRÍTICA: Uma composição com notas legais, mas que não chega na alma. Se parece com outra faixa de fim de álbum. Mas ainda gosto mais do que o single "Shock To The System". No caso de "Tomorrow People" a impressão que eu tenho é a de que faltou alguma coisa para deixar esta música mais completa. O teclado me lembra em tudo Depeche Mode, o timbre é idêntico.
*OBS.: Aos 2:03 min., neste áudio do Youtube Music, a faixa dá algumas puladas. Ao que tudo indica, eles extraíram-na de um CD arranhado (ou pode ser do próprio álbum). Não sei ao certo. Mas se for o caso de CD arranhado, não seria a primeira vez que vejo (nem a segunda, ou terceira...).

NOTA DE AVALIAÇÃO: 6,7/10


FAIXA 6 — "ADAM IN CHAINS": "Adão Acorrentado" [trad.livre] é a sexta faixa, e o verdadeiro grande destaque deste álbum. A faixa — que foi o segundo hit do CD, ganhou 3 versões diferentes de videoclipes, — sendo uma longa (tal qual lançada no álbum), outra média e outra mais rápida (versão rádio).


LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:
[INÍCIO DE NARRAÇÃO] Você quer ser hipnotizado
Tudo que você precisa fazer é mover seu corpo
De que maneira cada vez se sente confortável para você
Basta deixar-se afundar na ranhura
E se mover
Fixe seus olhos em um ponto
Não importa onde
Apenas fixe os olhos no ponto
E começar a relaxar
Sinta o seu corpo e mente
Começando a desacelerar
Relaxe, se descontrair e relaxar
Se você tiver quaisquer pensamentos
Basta deixá-los à deriva por sua mente
Como nuvens bonitas
Através de um céu azul claro
Só através de sua mente e longe de você
Através de sua mente e de distância
Como você relaxar
Mais profundo, mais profundo e mais profundo relaxar
Deixe o stress e a tensão
Deixe de preocupação e dúvida, e relaxar
Imagine uma escada em pé na frente de você
Com dez, largos, seguros, escadas
Para baixo, para um perfeito relaxamento
Down tô paz e contentamento
Para baixo em direção a felicidade que você merece
E como eu contagem regressiva de dez
Dê um passo de cada número
Um passo para baixo
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1
Mais profundo, mais profundo, mais profundo relaxar
Isso é apenas deixar ir e relaxar [FIM DE NARRAÇÃO]
-
Você roubou meu coração que é verdade
Você vê a forma das coisas que virão
Por que dar a nossa vida para os brutos e tolos
Jogar tudo fora
Você vê a forma das coisas que virão
Por quê? Esta menina agora
Será que vamos matar uns aos outros
-
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Adam em cadeias
-
Eles quebrado seu coração
Ah, sim, eles vão rasgar o seu mundo à parte
Por que tornar-se uma mentira
E acreditar que é verdade
Ah, esquece de tudo isso
Eu sei que a forma das coisas por vir
Por que essa menina agora
Será que vamos matar uns aos outros
-
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Quer vingança
-
Na mente de um louco
Há explosões de cor
Um eclipse de emoção
-
Por que rasgar o nosso mundo à parte
Por que jogar tudo fora
Por que rasgar o nosso mundo à parte menina


CRÍTICA: A sexta faixa deste álbum, "Adam In Chains", no meu entender, é a grande faixa deste álbum. Nela, Idol traz um mix de uma sintonia fina e acertadíssima entre um New Age, um som mais Chill out, e até eletrônico. Com uma melodia interessante, melodia e letra que trazem algo interessante — praticamente um som que transpassa meditação e leveza. Ao contrário da faixa "Shock To The System", aqui, parece que é um diferencial mais assertivo — e a melodia é até mais séria.

Recomendo bastante que vejam o clipe desta música. A transmissão de algo como uma hipnose, torna este som muito mais especial.

NOTA DE AVALIAÇÃO: 9,7/10


FAIXA 7 — "NEUROMANCER": "Neuromancer" [trad.livre] é a sétima faixa, e o verdadeiro grande destaque deste álbum. A faixa — que foi o segundo hit do CD, ganhou 3 versões diferentes de videoclipes, — sendo uma longa (tal qual lançada no álbum), outra média e outra mais rápida (versão rádio).


LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:
[INÍCIO DE NARRAÇÃO] Você quer ser hipnotizado
Tudo que você precisa fazer é mover seu corpo
De que maneira cada vez se sente confortável para você
Basta deixar-se afundar na ranhura
E se mover
Fixe seus olhos em um ponto
Não importa onde
Apenas fixe os olhos no ponto
E começar a relaxar
Sinta o seu corpo e mente
Começando a desacelerar
Relaxe, se descontrair e relaxar
Se você tiver quaisquer pensamentos
Basta deixá-los à deriva por sua mente
Como nuvens bonitas
Através de um céu azul claro
Só através de sua mente e longe de você
Através de sua mente e de distância
Como você relaxar
Mais profundo, mais profundo e mais profundo relaxar
Deixe o stress e a tensão
Deixe de preocupação e dúvida, e relaxar
Imagine uma escada em pé na frente de você
Com dez, largos, seguros, escadas
Para baixo, para um perfeito relaxamento
Down tô paz e contentamento
Para baixo em direção a felicidade que você merece
E como eu contagem regressiva de dez
Dê um passo de cada número
Um passo para baixo
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1
Mais profundo, mais profundo, mais profundo relaxar
Isso é apenas deixar ir e relaxar [FIM DE NARRAÇÃO]
-
Você roubou meu coração que é verdade
Você vê a forma das coisas que virão
Por que dar a nossa vida para os brutos e tolos
Jogar tudo fora
Você vê a forma das coisas que virão
Por quê? Esta menina agora
Será que vamos matar uns aos outros
-
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Adam em cadeias
-
Eles quebrado seu coração
Ah, sim, eles vão rasgar o seu mundo à parte
Por que tornar-se uma mentira
E acreditar que é verdade
Ah, esquece de tudo isso
Eu sei que a forma das coisas por vir
Por que essa menina agora
Será que vamos matar uns aos outros
-
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Como Adão em cadeias
Eu quero vingança
Quer vingança
-
Na mente de um louco
Há explosões de cor
Um eclipse de emoção
-
Por que rasgar o nosso mundo à parte
Por que jogar tudo fora
Por que rasgar o nosso mundo à parte menina


CRÍTICA: A faixa "Neuromancer" tem uma introdução com um beat que lembra com sucesso um funk carioca, mas logo progride, e a música começa. É uma faixa interessante, mas nada mais do que isto. Se eu fosse o encarregado da elaboração da tracklist deste álbum, a moveria para um pouco adiante. Não é uma faixa que traga algo de tão diferente.

*Uma similaridade: o conjunto de notas parece retirado de um jogo do "007" do começo dos anos 2000 -  em especial do game "The World Is Not Enough" A progressão de notas é simplesmente a mesma do tema de James Bond e com progressão do baixo que é a mesma de uma das fases. Seria certo afirmar que o game se "inspirou" em Billy Idol? É possível, mas talvez seja só coincidência mesmo de ambas as partes (duvido).

NOTA DE AVALIAÇÃO: 9,7/10


FAIXA 8 — "POWER JUNKIE": "Força do Doidão" [trad.livre] é a oitava faixa, e uma ótima faixa deste álbum.


LETRA COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:
[I am the king of the world,
I'm a bad man, I'll shook up the world,
I'll shook up the world, I'll shook up the world....]

Estou fora do controle
Acho que vou ficar louco
Estou fora da minha mente
Você pode ver isso nos meus olhos

Estou procurando por amor
Em todos os seus rostos
Estou procurando por amor
Acho que vou ficar louco
Eu sinto essa noite
Nós somos comprados e vendidos
Ah yeah
Acho que vou sobrecarregar
Acho que vou sobrecarregar

Estou falando sobre loucura
Estou falando sobre loucura

Sou um homem louco
Eu sacudi o mundo
Sou um homem louco
Isso não é certo
Essa bola de confusão
Muito grande para nós dois
Saia da minha cidade essa noite
Sou um homem louco
Eu quero sacudir o mundo
Sou um homem louco
Vou ficar louco
Vou ficar louco
Chupa no meu amor
Agora chupa no meu corcel
Eu tenho que ficar louco
Se você sabe o que quero dizer
Eu vou ficar louco
Eu vou ficar louco
Eu sou um homem louco
Louco

Estou procurando você
Por todos esses rostos
Esperando tanto tempo
Acho que vou ficar louco

Estou procurando por você
Sinta minha direção
A yeah
Nenhuma razão pra sobreviver
Yeah estou falando sobre loucura
Ha ha ha acho que vou golpear

Sou um homem louco
Eu sacudi o mundo
Sou um homem louco
Isso não é certo
Essa bola de confusão
Muito grande para nós dois
Saia da minha cidade essa noite
Haha
Sou um homem louco
Eu quero sacudir o mundo
Sou um homem louco
Estou ficando louco

Haha

Chupa no meu amor
Agora chupa no meu corcel
Eu tenho que ficar louco
Se você sabe o que quero dizer
Eu vou ficar louco
Eu vou ficar louco
Eu sou um homem louco
Estou ficando louco
Falo sobre loucura

Estou procurando você
Por todos esses rostos
Estou olhando pra você
Acho que vou ficar louco
Estou procurando por amor
Estou fora da minha mente
Ah yeah eu acho que vou ficar louco

Sou um homem louco
Eu sacudi o mundo
Sou um homem louco
Isso não é certo
Essa bola de confusão
Muito grande para nós dois
Saia da minha cidade essa noite

Yeah eu sou um homem louco
Eu vou sacudir o mundo
Eu sou um homem louco
Estou ficando louco
Estou ficando louco
Eu sou um homem louco
Estou ficando louco


CRÍTICA: O segundo grande destaque deste álbum para mim, "Power Junkie" tem um baixo marcado e uma batida/melodia bem legais. Outro som que cai muitíssimo bem num excelente soundsystem. Esta faixa possui um refrão empolgante, com um teclado que preenche a música à perfeição. Para mim, esta música só poderia ter uma variedade maior em sua ponte, que considero muito repetitiva e muito pouco discente do refrão geral. Recomendadíssimo.
*OBS.: Aos 0:40 min., neste áudio do Youtube Music, a faixa dá algumas puladas. Ao que tudo indica, eles extraíram-na de um CD arranhado (ou pode ser do próprio álbum). Não sei ao certo. Mas se for o caso de CD arranhado, não seria a primeira vez que vejo (nem a segunda, ou terceira...).

NOTA DE AVALIAÇÃO: 8,9/10



FAIXA 9 — "INTERLUDE 2": "Interlúdio 2" [trad.livre] é a nona faixa deste álbum.


NARRAÇÃO COM TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:
"Aquilo que produz espinhos e abrolhos é rejeitado
E está perto da maldição, cujo fim é ser queimado
Mas, amados, estamos persuadidos de coisas melhores de vocês
E coisas que acompanham a salvação, embora assim falemos
Pois Deus não é injusto para esquecer o seu trabalho e trabalho de amor"

CRÍTICA: Um rápido interlúdio de menos de 30 segundos com uma narração e um órgão sucinto tocando ao fundo.


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